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Análise: Atlético-MG domina, constrói goleada sobre o Caracas e mantém classificação nas próprias mãos na Sul-Americana.


O Atlético-MG criou para golear o Caracas-VEN na Arena MRV. Não construiu um placar elástico por falta de capricho nas finalizações, mas isso não impediu uma vitória sem grandes problemas por 3 a 1, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana. Um passo para depender só de si para ir às oitavas de final.


Cuca mudou o time. As trocas passaram por atletas desgastados e também pelo clássico de domingo, tentando não perder a força para o jogo da Sul-Americana. Saravia, Caio Paulista, Bernard e Júnior Santos foram as novidades no time, com Rony ficando no banco de reservas.


Pela diferença técnica dos times, só se esperava uma coisa: domínio completo do Atlético. E o cenário se desenhou dessa forma nos primeiros minutos de partida. Posse no campo de ataque e controle do adversário.


Uma bobeada no posicionamento da zaga fez o Caracas quase abrir o placar. No primeiro chute, Everson salvou. No rebote, o atacante do time venezuelano isolou.


O susto serviu para deixar a defesa mais ligada. Em um momento de equilíbrio da partida, o Galo encontrou um gol bizarramente. Cuello fez boa jogada pela esquerda e cruzou na área. Edet foi cabecear para cortar, antecipou o goleiro e colocou contra o próprio gol.


A vantagem trouxe tranquilidade - mas com um sinal de alerta pela virada sofrida em outro jogo, diante do Iquique. A equipe criou, pelo menos, duas chances para sair do primeiro tempo com o placar construído. Pecou nos detalhes, no passe e na finalização.


De olho também no clássico, Cuca voltou do intervalo com três mudanças. Com dois minutos, tudo caminhava para uma vitória sólida. Em jogada pela direita, Júnior Santos cruzou na área e achou Cuello para ampliar.


Com 2 a 0, o Atlético levou um susto após o Caracas diminuir de pênalti. Tirou um pouco da calmaria, mas nada capaz de mudar o enredo da partida. O Atlético criou uma, duas, mas sem colocar para dentro. Isso trouxe um pouco de ansiedade, que acabou quando Rony fez o terceiro gol Alvinegro.


O Caracas deixou espaços para um placar elástico, mas o Alvinegro parou nos 3 a 1. O Atlético fez o que se esperava dele: dominou um adversário inferior e, agora, só depende de si para estar nas oitavas de final da Sul-Americana com vaga direta.


 
 
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