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Análise: Fortaleza tem jogador expulso, sofre virada do Vitória e vê sonho do tetra ficar mais distante.

Com a derrota por 2 a 1 pelo jogo de ida, o Fortaleza precisa tirar desvantagem de um gol contra o Vitória, no próximo sábado (6), no estádio Barradão.


Uma virada que foi um banho de água fria na Arena Castelão. O Fortaleza larga em desvantagem na final da Copa do Nordeste depois de perder por 2 a 1 para o Vitória, nesta terça (2), nos primeiros 90 minutos da decisão. O time tricolor tem árdua missão de virar no estádio Barradão e continuar sonhando com tetra da competição regional.


A expulsão e a virada. O Fortaleza bateu de frente com o time mais 'temido' do Nordestão. O jogo seguro deu lugar à tensão com o vermelho de Ronnald, que foi a pedra no caminho. A vantagem feita foi derrubada em poucos minutos a partir das trocas no Vitória, que tinha mais repertório. O time de Carpini já se provou valente em meio a decisões na Copa do Nordeste e, agora, tem a missão mais complicada na competição regional.


Os primeiros 90 minutos

A primeira parte da decisão foi dolorosa para o Fortaleza, mas a torcida reconheceu a entrega do time ao final do jogo. A tarefa dos comandados de Carpini não era fácil, o Vitória tem o melhor e mais temido elenco do Nordestão e fez valer isso durante o confronto na Arena Castelão.


O duelo começou muito aguerrido no meio-campo e de defesas sólidas. Apesar disso, o Vitória foi quem levou mais perigo e poderia ter aberto o placar no primeiro tempo. João Ricardo fez boas intervenções para segurar o resultado de igualdade. Renê, Erick e Matheusinho eram as principais peças do rubro-negro, enquanto o Fortaleza teve em Mucuri o atleta mais ousado, que chamava um jogo mais associativo pela esquerda.


Um parênteses para outras escolhas de Carpini. As principais delas são as saídas de Maílton e Pierre, que caíram de rendimento, para as entradas do versátil Rodriguinho e do disposto Rodrigo. O primeiro virou peça coringa no Fortaleza, seja no ataque, meio-campo ou na lateral, enquanto o outro é aquele volante que vence pela disposição em campo.


Voltando ao jogo, a falta de Miritello, que cumpriu suspensão automática, foi sentida no Fortaleza que prioriza, na sua escalação, um jogador mais agudo para brigar com os zagueiros adversários. Com a sua ausência, outro destaque do time no ataque foi quem chamou a responsabilidade.


O brilho de Vitinho

O intervalo do confronto foi o tempo que Carpini precisou para justar suas ideias e contar com o destaque de Vitinho. Se na troca de passes o Fortaleza não conseguia chegar à meta de Lucas Arcanjo, o chute de fora da área foi a arma explorada. Titular nos últimos jogos, o "Homem-Aranha do Pici" tem seus momentos relâmpago e contra o Vitória acertou mais um chute certeiro, sem chance para Lucas Arcanjo.


Desde sua chegada no Fortaleza, Vitinho vive seu melhor momento. O atacante melhorou seu rendimento físico, antes ficava menos de 30 minutos em campo e, hoje, é titular na equipe. Ele é daqueles atletas que você "não dá nada", mas a qualquer momento pode surpreender. Foi assim contra Goiás, pela Série B, além de Sport, duas vezes, e diante do Vitória, pelo Nordestão.


Mas a alegria durou pouco. Oito minutos para ser mais preciso. Foi o tempo que levou do gol à expulsão de Ronnald, muito questionável, que mudou completamente o cenário da partida. Com um a menos, o Vitória foi para cima e as mudanças de Jair Ventura colocaram o Fortaleza nas cordas.


Coube a Renato Kayser, de pênalti, e no chute de Tarzia, com desvio na zaga tricolor para a virada acontecer.


Fortaleza e o renascimento

A missão que já era difícil ficou ainda mais complicada. O Fortaleza, que vive maratona de jogos, tem três dias de preparação para montar a estratégia perfeita e tirar desvantagem diante de um Vitória que tem qualidade, rápido e com elenco de Série A.


Os tricolores se apegam ao extraordinário para buscar uma virada no estádio Barradão. Os exemplos estão na própria Copa do Nordeste, quando desbancou o Sport duas vezes, primeiro para avançar com time alternativo na fase de grupos e, depois, na semifinal contra o mesmo adversário na Ilha do Retiro.


O sonho da quarta orelhuda chegar no Pici neste ano segue vivo, mas o trabalho de Carpini e seus comandados será bem mais delicado, quando entrar no estádio e ver um Barradão que promete estar lotado no próximo sábado.



 
 
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