Athletico mostra eficiência, resiste à pressão e conquista uma vitória decisiva na luta por uma vaga na Libertadores.
- Wellison Veloso
- há 11 horas
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Furacão chega a 44 pontos no Brasileirão, cola no vice-líder Flamengo e mantém boa sequência.
O Athletico chegou aos 44 pontos no Brasileirão, encostou no Flamengo, vice-líder, e segue consolidado no G4, com 89,9% de chances ir à Libertadores, segundo o Gato Mestre. Por todos estes fatores, a vitória sobre o Botafogo, por 3 a 2, nesta segunda-feira, no Nilton Santos, foi importante na sequência do clube, que vai enfrentar concorrentes diretos nas próximas rodadas.
Do ponto de vista técnico, o jogo do Athletico ficou longe de ser um dos melhores da campanha. Mas se em alguns momentos, o Furacão fez boas partidas, e desperdiçou chances, desta vez, soube aproveitar e ser certeiro para marcar gols.
O Athletico precisou de 13 minutos de jogo para abrir 2 a 0 no placar. Em todo o primeiro tempo, a equipe paranaense teve cinco finalizações. A estratégia foi pressionar a saída de bola do Botafogo, para conseguir a posse e rapidamente chutar a gol.
No primeiro gol, Jadson roubou a bola perto da área e chegou a chutar, na defesa de Gabriel Batista, João Cruz aproveitou o rebote e teve toda a liberdade para cabecear.
Dois minutos depois, um novo erro do Botafogo na pressão do Athletico na saída de bola. Desta vez, Dantas, zagueiro que estreou como titular, roubou a bola e tocou para Viveros ampliar o placar.
Foram esses os dois lances de perigo do Athletico na primeira etapa. Depois, a equipe apenas controlou o jogo, mas começou a ceder espaços na reta final. O Botafogo começou a pressionar e foi para o intervalo melhor no jogo, com 13 finalizações e uma bola na trave de Edenilson.
No segundo tempo, Odair optou por tirar o volante Luiz Gustavo e acionou Portilla, além de promover a entrada de Kerwin Vargas no lugar de Leozinho, que teve um jogo apagado.
A pressão do Botafogo aumentou e o Furacão não conseguia ficar com a bola. O primeiro chute do Athletico veio depois dos 25 minutos da etapa final. Enquanto isso, o time paranaense se defendia dos cruzamentos na área.
Na etapa final, foram 20 finalizações do Botafogo, além de oito escanteios, e outra bola na trave. O Athletico aguentou a pressão e marcou o terceiro gol na hora certa, aos 32 minutos, depois de uma saída rápida com as mãos de Santos.
Ele entregou a bola para Vargas, que percorreu o campo e tocou para Viveros marcar pela segunda vez no jogo. Essa foi a segunda finalização do time na etapa final. Ou seja, o Athletico conseguiu converter três de sete oportunidades, quase a metade.
Defensivamente, o Furacão seguiu dando espaços ao Botafogo, permitindo que eles circulassem a bola pelos lados, tentassem chutes de fora da área e conseguissem escanteios, mas o Athletico foi beneficiado pela falta de efetividade nos chutes do time carioca.
Depois de 26 finalizações, o Botafogo conseguiu marcar o primeiro gol, aos 40 minutos do segundo tempo. O segundo gol da equipe veio no 32º chute do Alvinegro no jogo, já nos acréscimos, num lance de escanteio. A equipe fechou o jogo com 33 finalizações.
Nos dois lances de gol do Botafogo, o goleiro Santos não tomou a melhor decisão e teve dificuldade para defender.
Porém, para além disso, o Furacão sofreu para completar passes na maior parte do jogo, e não conseguiu impedir que a equipe carioca chegasse na área, cedendo espaços e gerando chances de gol a praticamente todo o momento depois que teve a vantagem de 2 a 0 no placar. Um ponto de atenção para quando a estratégia do time for jogar sem ter o maior controle da posse de bola, principalmente fora de casa.



