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Flamengo sente falta de seus maestros, sofre em campo, mas respira na Libertadores apesar da pouca criatividade.

há 5 dias
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Muito do sofrimento do Flamengo diante do Estudiantes, no jogo de ida das semifinais da Libertadores, passou pela falta de criatividade. Não por acaso, o placar em La Plata foi 0 a 0, o que obriga o Flamengo a ganhar no Maracanã para avançar à final sem depender dos pênaltis.


Ontem, nenhum chute a gol, em um duelo em que o time de Leonardo Jardim não teve seus maestros: Jorginho, suspenso, e Arrascaeta, machucado.


Pensando no volante, que organiza saída de bola e acha espaços para municiar a turma da frente, pelo menos ele estará de volta semana que vem, no Maracanã.


Em relação ao camisa 10, o jogo ruim de Paquetá, Carrascal e Lino acentuou ainda mais a dor da fratura no braço que tira o uruguaio de combate por pelo menos seis semanas. Substituto de Jorginho, Saúl fez um jogo burocrático.


A falta de criatividade do Flamengo fez o Flamengo até gastar o tempo nos minutos finais e achar bom negócio sair de La Plata com 0 a 0 no placar.


Em termos de Libertadores, fica o alerta também pelo susto que o Flamengo levou no jogo de volta das quartas de final, mesmo no Maracanã, diante do Independiente Del Valle.


A escalação de Leonardo Jardim, por si só, não fugiu ao esperado. Só que as ausências foram ainda mais sentidas por causa do baixo desempenho do time com a bola.


Os meias não se encontraram, deram pouca fluência na frente, tanto que Bruno Henrique mal foi municiado — o que ajuda a explicar por que o time deu cinco chutes errados e nenhum na direção da meta de Muslera.


Paquetá ainda por cima flertou com uma expulsão no segundo tempo. Levou amarelo ao atingir com o ombro o rosto de um adversário e quase fez o Fla rever o pesadelo de jogar com uma menos.


A falta de presença no ataque até atrapalhou o uso de Emerson Royal como possível alternativa pela ponta direita.


"Fizemos um jogo inteligente. Quando tinha que sofrer, a gente soube sofrer. Algumas chances deles foram de bola parada, toques não muito perigosos, mas a gente soube sofrer.


Era um jogo de inteligência. Não era um jogo de 90 minutos, mas de dois jogos (180 minutos). A gente tem agora para decidir em casa, com a vantagem da nossa torcida a nosso favor", analisou Paquetá.


O reencontro entre Flamengo e Estudiantes será quinta-feira, às 21h30, no Rio. Antes, o Fla pega o Bahia, pelo Brasileirão, fora de casa, com a missão de defender a liderança do campeonato.



 
 
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