Opinião: Inter precisa entrar em campo com mais foco se quiser construir um 2025 mais promissor
- Wellison Veloso
- 19 de mai. de 2025
- 3 min de leitura

Virou rotina do Colorado sair atrás do placar nas competições. Time está afastado das posições de destaque e próximo ao Z-4
O Inter voltou a sofrer do mesmo problema. Não interessa o adversário, o estádio ou a competição. O time pegou gosto por sair atrás no placar e ter ainda mais trabalho em 90 minutos. O empate em 1 a 1 com o Mirassol na noite de domingo, no Beira-Rio, mina a ambição de reconquistar o Brasileirão.
Já é quase uma miragem, apesar de apenas um quarto da competição disputada. Caso queira sucesso também nas copas, precisa de atenção desde que o árbitro apita o início de jogo.
Quem esperava uma retomada na Série A após a vitória épica por 2 a 0 sobre o Nacional pela Conmebol Libertadores na quinta-feira, acabou frustrado. Aos sete minutos de partida, uma bola cruzada da direita passou pela área. Bernabei acompanhava Jemmes, mas deixou o zagueiro se movimentar e abrir o placar.
— (O gol sofrido) É uma desatenção. Talvez entramos um pouco desconcentrados. Muito por conta do desgaste dessa sequência de jogos, mas o que de fato temos que fazer é manter o zero no placar. Nos faltou capacidade para manter o zero no placar e depois eficiência para converter as oportunidades que criamos — afirmou Roger Machado.
A situação está longe de ser algo inusitado. É preocupante. Primeiro porque a defesa voltou a vazar. Foi o 16º gol sofrido nas últimas oito partidas, uma média de dois por jogo.
Mas há algo tão grave quanto. Levou o quinto antes dos 10 minutos iniciais, o que representa 31,25% do período.
— Parece que o grupo só reage no momento de dificuldade. É algo a mudar. Temos de jogar todas as partidas como se fosse final. Não tem muito o que falar. Só trabalho mesmo — disse Vitão.
Assim como ocorreu nos quatro compromissos anteriores, o Inter começou com três volantes. Apenas nesta sequência de cinco jogos, vazou 12 vezes. Ou seja, a ideia passa longe de trazer solidez. O Colorado, como tem sido corriqueiro, precisou ir atrás para minimizar a desvantagem.
Só que o time, embora esforçado, sofria para construir com organização. Sem Fernando, a qualidade para a jogada começar tem queda acentuada. Alan Patrick achou pouco espaço para trabalhar e, quando conseguia, também errava passes.
Wesley é um jogador interessado. Corre o tempo todo, busca o drible, arrisca e leva faltas aos borbotões. Mas gol, o principal para um atacante, teima em não sair.
São 23 partidas na temporada disputadas sem balançar as redes uma vez sequer. O que fica ainda pior quando se comparado ao ano passado, quando terminou como artilheiro da equipe com 13 gols.
A notícia boa da noite foi Ricardo Mathias. Sim, o garoto de 18 anos brilhou novamente. Colocou uma bola na trave no começo da partida, parou duas vezes em Walter, mas ao receber lançamento primoroso de Vitão, dominou com categoria, se livrou do marcador e deixou tudo igual aos 32 do segundo tempo.
O Inter quase conseguiu a virada quatro minutos depois. Gustavo Prado aproveitou confusão na área e marcou, mas o VAR revisou o lance e flagrou Ronaldo impedido. Ainda houve reclamação de um pênalti de Reinaldo, que colocou a mão na bola dentro da área ao tentar impedir o cabeceio de Wesley



