Abel Ferreira explica Vitor Roque no banco e manda recado sobre Jhon Arias: “Somos iguais”
- Wellison Veloso
- 5 de mar.
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Após a vitória do Palmeiras no jogo de ida da final do Paulistão, o técnico Abel Ferreira valorizou a vantagem obtida, mas também citou a recuperação de um dia a mais para o Novorizontino. O comandante alviverde também explicou o motivo de Arias e Vitor Roque começarem no banco.
O que aconteceu
Abel elogiou bastante o Novorizontino e afirmou que o Palmeiras teve dificuldades com o estilo de jogo do adversário. "Estavam previstas duas dificuldades. Primeira do nosso adversário, da forma como joga, da forma muito bem organizada que joga. E a segunda um dia a menos de recuperação", iniciou.
O técnico do Palmeiras também admitiu as dificuldades de criação da equipe no 2º tempo. "Tirando esse gol anulado e uma jogada do Khellven, que finaliza dentro da área, acho que nosso adversário conseguiu nos bloquear. Nosso primeiro objetivo era ganhar uma vantagem aqui, agora vamos na casa do nosso adversário", afirmou.
Abel também explicou o porquê de Jhon Arias, recém-chegado ao Palmeiras, e Vitor Roque terem começado no banco de reservas contra o Novorizontino. "(Arias) é um jogador que nos ajuda. Uma equipe não joga só com os 11 que entram, até porque muitos jogos se decidem no 2º tempo, se for estar atento aí", disse.
O treinador também afirmou que o Palmeiras precisa de bons atletas como titulares e no banco de reservas. "E ele é um bom jogador que contratamos. Quando jogar de início vai jogar, quando tiver que ficar no banco e entrar como todos os outros. Aqui somos todos iguais", explicou.
O técnico português também voltou a criticar o calendário. O Palmeiras eliminou o São Paulo na semifinal no último domingo (1), enquanto o Novorizontino derrotou o Corinthians no sábado (28).
Vocês viram o último jogo como eu, sabem que viram o Vitor Roque saindo chorando. Portanto a diferença está entre dois ou três dias de recuperação. Já disse isso várias vezes, com tão pouco tempo de recuperação, é sempre difícil, é chover no molhado. Parece desculpa, mas não tem como. É diferente ter dois dias ou três.
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras.
Veja outras falas de Abel Ferreira:
Chance de Rômulo jogar na volta. "O Rômulo foi um jogador que nos contratamos dois anos atrás, pela performance dele no Paulistão, nomeadamente no Novorizontino. Depois teve dificuldade conosco, teve dificuldade no Ceará, quando nós o emprestamos. Mas parece que o Novorizontino é a zona de conforto dele, onde ele se sente bem. Às vezes tem muito a ver com o contexto que está inserido.
O Palmeiras tem jogadores muito qualificados. Nós procuramos emprestá-lo para ver se conseguia jogar em uma equipe como o Ceará, mas acabou não conseguindo jogar tanto como queria. Mas acho que o Novorizontino acaba sendo uma zona de conforto para ele e aqui ele tem feito jogos muito bons.
Vão pagar a multa? "Ninguém o impede de jogar, portanto se o treinador quiser jogar e a direção tê-lo a jogar, ele vai jogar. Não há lado nenhum que diga que ele não pode jogar contra o Palmeiras. É uma decisão do outro lado, não é nossa. Logicamente é um jogador que tem recursos, gosta de jogar no Novorizontino, tem números, tem assistências, tem gols, mas não é uma decisão minha, é do adversário.
Dificuldade de criação após gol anulado e jogo de volta em Novo Horizonte. "Na bola parada também fomos capazes de estar, pelo menos defensivamente, bem. Acho que nós, na primeira parte, entramos fortes, dinâmicos. Fizemos o primeiro gol, em seguida uma do Allan na trave. Mesmo antes de acabar o 1º tempo, temos um cabeceio do Andreas, não sei quem erra o cabeceio dentro da área, o Murilo, uma oportunidade também muito ao da nossa parte. Depois no 2º tempo, como você disse, eu tenho que concordar com você.
Tirando esse gol anulado e uma jogada do Khellven, que finaliza dentro da área, acho que nosso adversário conseguiu nos bloquear. Nosso primeiro objetivo era ganhar uma vantagem aqui, agora vamos na casa do nosso adversário, é um adversário que já mostrou que tem qualidade e que esta por mérito na final. Uma final é sempre difícil e não é nada que já não esperávamos".



