Análise: Atlético-MG pressiona, mas esbarra na defesa mais vazada do Brasileirão.
- Wellison Veloso
- 1 de out. de 2025
- 2 min de leitura

Após um primeiro tempo de dificuldades, Alvinegro peca nas finalizações na etapa final e trava sequência vitoriosa.
Sequência positiva travada. O Atlético-MG chegou ao jogo diante do Juventude em busca da terceira vitória seguida com Jorge Sampaoli. Não veio. Mesmo criando para vencer, o Alvinegro ficou no empate sem gols na terça-feira, na Arena MRV, em duelo válido pela 25ª rodada do Brasileiro. E o ataque não entregou o esperado.
Sampaoli escalou o Atlético sem grandes surpresas. Manteve a linha de três, colocou Scarpa pela direita, Caio Paulista pelo lado oposto, e preencheu o meio com Alan Franco, Igor Gomes e Bernard.
Foram quarenta cinco minutos de poucas oportunidades. O Juventude surpreendeu ao espalhar a formação com três zagueiros do Galo. Com a bola, o Alvinegro encontrou dificuldades para acionar os meias e quebrar a primeira linha de marcação do adversário.
Tanto que a primeira oportunidade originou em bola parada. Em cobrança de falta na área, Rony deu um toque sútil na bola, no primeiro pau, e acertou a trave.
A segunda chance veio aos 30 minutos. Em erro de passe do time gaúcho, Bernard foi acionado pela direita e encontrou um belo passe para Rony, na área. O atacante tentou um chute cruzado, mas mandou para fora.
Na parte defensiva, tudo muito bem controlado pelos comandados de Sampaoli. Poucos espaços para o Juventude acelerar o jogo e criar perigo ao goleiro Gabriel Delfim, que não precisou trabalhar no primeiro tempo.
Time cria para vencer, mas peca
O Atlético voltou melhor para o segundo tempo. Em cinco minutos, Rony conseguiu uma ótima escapada para desmontar a linha do Juventude. Em outra, foi acionado por Biel e carimbou o travessão.
Essa evolução passou muito por Bernard. Alternando entre a direita e o centro, comandou as ações e gerou boas situações com a bola.
O volume ofensivo veio, mas o gol não saiu. A falta de pontaria custou ao Galo. Em uma das melhores chances, Biel não conseguiu alcançar a bola pela esquerda.
Para dar um novo fôlego, Sampaoli optou por Reinier, mas sem sucesso. O meia não entrou bem e fez o time regredir. Assim foi com Menino também no meio. Depois, Dudu foi a última alternativa nos minutos finais. Entrou melhor que os outros companheiros, armou um bom lance, mas parou por aí.



