Análise: Corinthians encontra alternativas apesar dos desfalques, com Gui Negão surgindo como a mais promissora.
- Wellison Veloso
- 28 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Mudança tática de Dorival Júnior foi determinante para vitória sobre o Athletico-PR, no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
O Corinthians chegou às quartas de final da Copa do Brasil sem cinco dos titulares que eliminaram o Palmeiras três semanas atrás. Contra o Athletico-PR, Dorival Júnior não contou com o tripé de meio-campo formado por Raniele, José Martínez e Carrillo, além da dupla de ataque: Yuri Alberto e Memphis Depay.
As baixas fizeram a equipe perder qualidade, mas ainda assim o treinador encontrou soluções. Gui Negão, autor de gols nos últimos três jogos, é a mais notável e também a mais promissora, mas não a única.
Para suprir seus desfalques, o Corinthians está recorrendo não apenas a caras novas, mas também a variações táticas e a estratégias que visam atacar os pontos fracos dos adversários. Já tinha sido dessa forma contra Bahia e Vasco, pelo Brasileirão, e novamente isso foi notado na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, nesta quarta-feira.
Na Ligga Arena, Dorival manteve o 4-4-2 com um losango no meio, mas com características diferentes das exibidas nos últimos jogos. Escolhido para substituir Raniele, Charles não entrava entre os zagueiros para fazer a saída de bola, de modo a liberar os laterais.
Além de não ter essa válvula de escape pelos lados, o Timão tinha dificuldades para iniciar as jogadas por erros de passe ou por medo de arriscar movimentos mais arrojados.
Após ótimos 15 minutos iniciais, o Corinthians caiu de rendimento e, mesmo tendo ampla vantagem na posse de bola, gerava muito pouco perigo ao adversário.
Percebendo o problema, Dorival mexeu no esquema. Colocou um zagueiro a mais, mas não com o objetivo de fortalecer a defesa, como poderia se imaginar com a entrada de um defensor. A meta era clara: soltar Matheus Bidu e Matheuzinho para ajudar na construção. Vitinho também entrou no lugar de Kayke, em uma troca mais técnica do que tática.
O lance do gol de Gui Negão é ilustrativo do que Dorival buscava. Vitinho descolou lançamento para Matheuzinho, que invadiu a área quase como um ponta direita. O ala escorou para Gui Negão, que mais uma vez mostrou bom posicionamento e frieza para marcar.
Em meio a tantos desfalques e dificuldades financeiras, o Corinthians encontrou no jovem uma ótima solução caseira para seu ataque. Quantas lições esse caso pode ensinar para a diretoria alvinegra?
Minutos após o gol, porém, a equipe perdeu Matheuzinho e teve uma de suas principais carências expostas. Sem um reserva de origem para a lateral, Dorival teve de recorrer mais uma vez a Félix Torres improvisado e, assim, perdeu um desafogo na transição da defesa para o ataque.



