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Análise: eliminação escancara realidade do Vasco e aprofunda frustração de uma torcida cansada de fracassos.


Arquibancada perde a paciência e chega a ficar minutos iniciais da etapa final de costas para o campo em empate em 1 a 1 com o Independiente del Valle


Uma eliminação humilhante. Um empate sobretudo melancólico marcou o último capítulo de uma campanha frustrante do Vasco na Sul-Americana, que foi incapaz de dar ao menos o alento de uma vitória para honrar a torcida que se fez presente no fim da noite deste terça-feira em São Januário e a história do clube. E, no fim, o placar agregado de 5 a 1 nos playoffs para o Independiente del Valle escancara erros e culpados - dos jogadores até a diretoria.


A queda na competição se torna ainda mais vexaminosa quando lembramos que a Copa Sul-Americana era a prioridade do Vasco para 2025. Um erro de avaliação em relação à qualidade técnica do elenco, que mostra a cada jogo as lacunas e falta de opções; e um erro de planejamento, por poupar jogadores no Campeonato Brasileiro visando à Sul-Americana e, hoje, ver o time ter pontuação de zona de rebaixamento, em 16º lugar.


Havia a expectativa de uma campanha bem mais longa, com ambição, inclusive, de uma possível disputa por título. A campanha, porém, colecionou tropeços, frustrações e capítulos vergonhosos para o torcedor.


O principal erro, no entanto, foi priorizar uma competição para a qual o Vasco não mostrou capacidade nem na fase de grupos. O time cedeu um empate contra o Melgar na altitude do Peru, não marcou gols nos dois jogos contra o Lanús e foi humilhado pelo Puerto Cabello na Venezuela.


Apoio das arquibancadas


Apesar da goleada em Quito e a iminente eliminação, o torcedor mostrou todo o seu apoio no início em São Januário. Contra um time melhor e mais organizado - dentro e fora de campo -, a arquibancada demonstrou mais uma vez seu amor incondicional e, mesmo contra todas as estatísticas, cantava a plenos pulmões que o Vasco é o "time da virada", alcunha de tempos que, de fato, representavam o clube.


Com desfalques, Fernando Diniz iniciou com Hugo Moura na zaga, e promoveu a entrada de Jair para dar mais controle de posse e qualidade na saída. O Vasco foi para cima, com a intenção de abrir o placar logo cedo.


Foram duas chances claras. Villar operou um milagre para defender cabeçada de Vegetti, logo aos nove minutos. Depois, Rayan perdeu uma oportunidade cara a cara com o goleiro equatoriano, aos 32. Nesse momento, a ficha para o torcedor caiu: o milagre talvez não acontecesse, de fato. O clima de apoio deu lugar a apreensão.


 
 
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