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Análise: Palmeiras tem atuação abaixo, reage no fim e avança como líder, mas deixa alerta ligado"



Diante do adversário considerado mais fraco da chave, Verdão faz jogo com ritmo baixo, dá muito espaço, e apesar de crescer com trocas precisa de muito mais contra o Botafogo


Parecia tranquilo: o Palmeiras dependia apenas de um empate com o Inter Miami, tido como o time mais fraco coletivamente do Grupo A para avançar como líder na Copa do Mundo de Clubes. O resultado foi obtido, mas o que se viu foi a pior atuação da equipe no torneio, e a vaga nas oitavas, apesar de assegurada, veio de maneira mais dramática do que se pensava.


Isto porque enquanto acompanhava o time de Lionel Messi, Luis Suárez e companhia fazer 2 a 0 sem dificuldades no Hard Rock Stadium, o palmeirense teve que assistir com atenção ao jogo entre Al Ahly e Porto.


O eletrizante 4 a 4 nesse jogo já evitou o que poderia ser uma trágica queda na fase de grupos, mas o Verdão ainda cresceu com trocas para arrancar o empate em 2 a 2 e deixar o torcedor mais aliviado.


A estratégia inicial de Abel Ferreira, assim como no jogo passado, não funcionou. O técnico fez três trocas: substituiu o lesionado Aníbal Moreno por Lucas Evangelista, deixando o meio-campo mais ofensivo, e substituiu Giay e Vitor Roque por Marcos Rocha e Flaco López. Raphael Veiga foi mantido como titular.


Nos minutos iniciais, o Palmeiras parecia que não teria vida complicada. Conseguia aproveitar a prejudicada saída de bola do Inter Miami perto da área e jogava inteiro no campo de ataque. Só que o meio-campo com Evangelista e Ríos deixou o time mais vulnerável na frente da defesa.


E assim o Inter Miami começou a encontrar o caminho para ser melhor no jogo. Em uma transição rápida, Allende percorreu meio-campo livre e tocou na saída de Weverton para abrir o placar. Messi, movendo-se mais pelo lado direito, nem era tão perigoso, mas o Verdão apresentou um problema recorrente no jogo: o ritmo baixo.


Em boa parte do tempo, o time norte-americano teve pouca pressão para trocar passes. A ideia do Palmeiras era jogar em transição, mas o Inter Miami quebrou o plano ao baixar mais jogadores para sair da defesa. Assim chegou a fazer a torcida da casa gritar "olé" na primeira etapa.


Quando atacava, o Palmeiras era previsível: Estêvão no lado direito buscava jogadas individuais frequentemente infrutíferas, enquanto na esquerda Facundo Torres deixava Piquerez isolado. Se a bola caía no lateral, a única saída era cruzar.


Com este roteiro, o Verdão foi para o intervalo sem obrigar o goleiro a fazer qualquer defesa difícil. Na volta do intervalo, Abel Ferreira só fez um ajuste ofensivo: Mauricio, destaque contra o Al Ahly, entrou no lugar do apagado Raphael Veiga. Evangelista e Ríos foram mantidos como volantes titulares.


O Palmeiras seguiu em rotação baixa, perdendo duelos no segundo tempo. Assim, os craques do Inter Miami Messi e Suárez começaram a encontrar cada vez mais espaços. E o centroavante transformou a noite alviverde em drama ao marcar o 2 a 0.


Neste momento, o empate entre Al Ahly e Porto deixava o Palmeiras a um gol dos portugueses da eliminação. Abel Ferreira fez mudanças mais ousadas: tirou Marcos Rocha para colocar Allan, Vitor Roque no lugar de Lucas Evangelista e Paulinho na vaga de Facundo. Era tudo ou nada.


 
 
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