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Análise: PSG acelera, impõe blitz fulminante e decide mais um grande jogo em questão de segundos.


Time de Luis Enrique chega à terceira goleada por 4 a 0 na Copa do Mundo de Clubes, soma 16 gols marcados e apenas um sofrido


O incrível PSG de Luis Enrique criou um doce hábito de goleadas construídas em poucos minutos no intervalo entre a final da Champions League e a semifinal da Copa do Mundo de Clubes. A receita é a seguinte: pressão na área adversária, concentração no alto e uma capacidade de coordenação de movimentos impressionante.


Foco máximo na blitz

Nos 4 a 0 contra o Real Madrid, nesta quarta-feira, o time demonstrou foco máximo especialmente nos dois primeiros gols. Dembélé acreditou em jogadas que tinham tudo para não dar em nada. Na primeira, Doué até aplica bonitos dribles em Fran García, mas opta por um cruzamento rasteiro totalmente sem futuro. Estavam na área cinco jogadores do Real e nenhum do PSG (veja abaixo).


Dembélé, que fazia sua primeira partida como titular na Copa do Mundo, corria em direção à área e, ao ver Asencio cometer um erro imperdoável, pressionou com velocidade e concentração no máximo. Ganhou a dividida, e a bola sobrou limpa para Ruiz empurrar na rede. Isso aos cinco minutos.


Teve fé de novo Dembéle três minutos depois. Bellingham recuou uma bola com passe simples para o zagueiro Rüdiger. Ao vê-la indo na direção do alemão, o camisa 10 do PSG engatou a quinta, e o improvável aconteceu: uma furada ridícula. O goleador recuperou a posse e foi parar dentro do gol de Courtois. Mais um lance de quem não pisca e que está 100% ligado no jogo.


Curioso é que a blitz que levou o caos ao Real Madrid não foi composta apenas por erros grosseiros dos espanhóis. Antes do primeiro gol, o PSG já tinha finalizado três vezes, e Nuno Mendes só não abriu o placar após linda jogada coletiva porque Courtois fez uma defesaça.


A asfixia ao Real promovida pela frenética marcação do PSG funcionou bem demais, mas faltava o gol com a famosa nota artística. Em 59 segundos, os franceses precisaram de 36 toques na bola para fazer o time de Xabi Alonso balançar de um lado para o outro como barata tonta.


O timing perfeito para a escolha dos passes e execução dos movimentos - especialmente de Vitinha e Hakimi - causaram rombos impressionantes no Real Madrid. O fim da jogada tem o PSG atacando com quatro contra dois, e um meio-campista - Fabián Ruiz - chegando ao segundo gol no jogo (leia uma transcrição detalhada da jogada no link abaixo).


 
 
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