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Análise: Vasco reincide em falhas graves, amplia jejum em São Januário e acende sinal de alerta contra o Z-4.



Time entrega dois gols ao adversário para deixar torcida frustrada, no último jogo antes de sequência duríssima pelo Brasileirão.


O sentimento do torcedor ao sair de São Januário tem sido de frustração há quatro meses. E não foi diferente na noite deste domingo, quando o Vasco deixou escorrer dois pontos preciosos no empate em 2 a 2 com o Ceará, de maneira grotesca. Erros individuais e gol sofrido nos acréscimos - com um jogador a mais - amargaram o que poderia ser uma partida para aliviar a situação do Vasco na tabela.


O contexto é alarmante para quem briga contra o Z-4 e sempre teve São Januário como a grande força para somar pontos. Diniz soma apenas uma vitória sob o comando do Vasco em sua casa no Brasileirão e não vence desde o dia 17 de maio, vitória por 3 a 0 sobre o Fortaleza.


O desenho inicial

Repleto de desfalques, Diniz optou pela entrada de Robert Renan pelo lado direito da zaga, ao lado de Lucas Freitas. Puma Rodríguez foi o escolhido para atuar improvisado na lateral-esquerda, na ausência de Lucas Piton; e Mateus Carvalho foi titular com Barros na linha de volantes, com a lesão de Tchê Tchê.


A primeira etapa foi de oscilações, assim como em vários jogos desta temporada. O Vasco começou bem, com bom volume ofensivo principalmente pelo lado esquerdo - apesar da improvisação de Puma, que se mostrava desconfortável e errava muitos cruzamentos com o pé canhoto. Foi por ali que Coutinho fez grande jogada individual, sofreu falta e marcou um golaço para abrir o placar em seu 100º jogo pelo Vasco, logo aos 11 minutos.


Era a narrativa perfeita para um jogo tranquilo e para o reencontro com as vitórias em São Januário. Aos 17 minutos, Coutinho teve outra bola na trave em cruzamento de Nuno pela esquerda, e o Ceará encontrava dificuldades para marcar aquele lado do setor ofensivo vascaíno.


Tudo mudou com um erro fundamental na saída de bola, em uma das poucas vezes que o Ceará subiu suas linhas para pressionar o Vasco. Mateus Carvalho recebeu pressionado de Léo Jardim na meia-lua, errou e entregou no pé de Paulo Baya. No rebote da finalização, Galeano empatou.


Muito nervoso após a falha, Mateus Carvalho acumulou erros de passe simples e quase entregou a virada no fim do primeiro tempo, mas Léo Jardim garantiu a defesa de chute de Pedro Raul. O volante terminou vaiado e com coros da torcida pedindo a saída no intervalo.


Segundo tempo de improvisações

Na volta para a etapa final, Nuno Moreira foi deslocado para atuar como segundo volante, e Andrés Gómez no lugar de Mateus Carvalho para atuar como ponta esquerda. O português ocupou espaço que antes vinha sendo inoperante, e a mudança fez o Vasco subir um pouco de produção nos primeiros minutos e variar um pouco mais as jogadas.


O lado direito passou a ser mais acionado, com Paulo Henrique; e, a partir dali, Vegetti teve sua única participação efetiva para marcar em rebote. No entanto, Bruno Ferreira conseguiu defender com o pé. Aos 19, o treinador promoveu a estreia de Carlos Cuesta no lugar de Lucas Freitas. Com isso, Robert Renan foi deslocado para a esquerda da defesa, o seu lado de origem.


Aos 26 minutos, o Vasco ficou com um a mais em campo. Rodriguinho deu solada em Barros e foi expulso. Minutos depois, David também entrou no lugar do próprio Barros para empurrar o Ceará para trás, e o time de Fernando Diniz não teve volantes de ofício a partir dos 33 minutos.


Um minuto depois, o gol saiu. Andrés Gómez fez ótima jogada pela direita e tocou para Carlos Cuesta completar o cruzamento rasteiro e colocar o Vasco novamente à frente no placar.


 
 
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