Atuações do Club de Regatas Vasco da Gama: Barros vai de herói a vilão no empate com o Cruzeiro Esporte Clube; veja as notas.
- Wellison Veloso
- 17 de mar.
- 3 min de leitura

Equipe faz segundo tempo valente em Belo Horizonte, mas expulsão prejudica atuação em jogo marcado pela arbitragem.
O empate do Vasco em 3 a 3 contra o Cruzeiro trouxe sabores distintos ao paladar do torcedor vascaíno. A equipe carioca foi valente ao virar a partida no Mineirão, sofreu a baixa de um jogador expulso, viu tudo voltar a ficar igual no placar e, mesmo assim, buscou o terceiro gol. O empate cruzeirense nos acréscimos impediu a segunda vitória de Renato Gaúcho no comando do time.
A visão mais objetiva aponta para um jogo em que o Vasco deixou escapar uma vitória em Belo Horizonte. E é fato. Os três pontos estavam nas mãos vascaínas até os acréscimos. Mas, pelas circunstâncias da partida, vale ressaltar que, mesmo com as adversidades, o Vasco mais uma vez se mostrou competitivo e indica sinais de melhora com Renato Gaúcho no Brasileirão.
Barros resume a instabilidade vascaína
Os sete minutos de Barros no segundo tempo sintetizam a instabilidade que o Vasco é capaz de proporcionar no Campeonato Brasileiro. O volante havia acabado de marcar os dois gols da virada vascaína e, em poucos minutos, foi expulso de forma infantil no Mineirão, em lance idêntico ao que fez o jogador levar cartão vermelho no clássico do Carioca contra o Flamengo.
O primeiro tempo das duas equipes foi fraco. Nada aconteceu de relevante antes e depois da falha de Paulo Henrique — que deu condição ao ataque cruzeirense no lance do primeiro gol. O Vasco voltou com muito mais interesse no segundo tempo, quando chegou à virada em menos de 15 minutos.
Cuiabano, uma das principais contratações do Vasco para a temporada, foi peça-chave na virada. O lateral cruzou para Barros empatar e mostrou presença de área mais uma vez ao cabecear e gerar o rebote do segundo gol vascaíno. Ele se firmou como titular neste início de trabalho de Renato e tem despertado esperança no torcedor.
Mas a expulsão de Barros fez o time perder o controle do segundo tempo e chamar o Cruzeiro para o próprio campo. Renato se viu obrigado a mexer na estrutura da equipe e sacou todo o ataque, inclusive Andrés Gómez, principal jogador do time. O treinador apostou em dobra de laterais no ataque e na presença de Brenner como referência. O Vasco ficou sem escapes, e a estratégia não deu certo. O Cruzeiro dominou o jogo até empatar, em cabeçada de Chico da Costa desviada em Villarreal.
Mesmo assim, o Vasco se arriscou em alguns lances no ataque. Em uma jogada de muita disposição de Brenner, a sorte enfim sorriu para o atacante, que espantou a zica e marcou o terceiro, em chute desviado na defesa mineira. O gol parecia dar a vitória ao Vasco, mas o Cruzeiro chegou ao empate em outro gol de cabeça após cruzamento nos acréscimos.
Os erros que custaram a vitória
A estratégia pensada por Renato Gaúcho para a partida era a de um Vasco que esperaria o Cruzeiro para ter campo e contra-atacar. O erro de Paulo Henrique, ao não acompanhar a linha defensiva no primeiro gol cruzeirense, jogou o plano por água abaixo.
O terceiro gol do Cruzeiro nasce de um Vasco que tinha um jogador a menos, sete defensores em campo, e mesmo assim ninguém subiu para disputar a bola pelo alto com Japa. Gerson teve espaço para receber na entrada da área, e William teve campo para cruzar com tranquilidade.
A força para reagir
O Vasco precisou mudar o plano de jogo após sair atrás no placar. Teve de mostrar força após o intervalo para buscar a virada. Precisou ser resistente com um a menos para pontuar em Belo Horizonte. Lidou com uma arbitragem que foi tema do jogo e alvo de muitas reclamações após o apito final. Mesmo com todas as adversidades, a equipe foi competitiva no Mineirão e voltou para casa com um empate.
Antes da estreia de Renato Gaúcho, o torcedor do Vasco via a sequência de jogos contra o Palmeiras, em casa, e contra o Cruzeiro, fora, com olhar de preocupação. Passadas as duas partidas, a equipe não foi derrotada, conquistou quatro pontos, mostrou organização e poder de reação para buscar viradas contra times que entraram em campo como favoritos.



