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Choro de Messias na CCJ incomoda até aliados da base governista.

Escolhido de Lula ao STF já fala por mais de três horas no Senado
Escolhido de Lula ao STF já fala por mais de três horas no Senado

O ministro Jorge Messias, da AGU, emocionou-se durante sabatina na CCJ do Senado, levantando preocupações entre aliados sobre uma imagem de fragilidade. Ele falou por horas sobre sua trajetória e fé evangélica, que descreveu como um

"servo de Deus".


Sabatinado nesta quarta-feira na CCJ do Senado, o ministro Jorge Messias, da AGU, se emocionou durante os primeiros momentos de sua inquirição aos senadores.


A postura emotiva, segundo interlocutores da própria base governista demonstrou uma imagem de fragilidade que não seria favorável ao momento do ministro. “Demonstrou que ele pode não ter certeza de que será aprovado", diz

um interlocutor do Senado.


Messias já fala por mais de três horas no Senado. Ele se emocionou ao falar de sua trajetória e de seu testemunho religioso como evangélico.


“Aqui vos fala um servo de Deus. Eu caminho com Deus há 40 anos, que me acolheu desde criança. Tive a fortuna de nascer em uma família de evangélicos”, afirmou Messias aos senadores.


Com 42 votos contra e 34 a favor e uma abstenção, a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Fedral (STF) foi rejeitada pelo Senado.


Até hoje, apenas cinco casos de nomes apresentados pela Presidência da República não foram referendados pelo Congresso.


Todos durante a gestão do segundo presidente da história da república, o militar Floriano Peixoto (1839-1895), que governou o país de 1891 a 1894.


Messias precisava de 41 votos para ser aprovado.


A derrota histórica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva é um indicador de um processo de longo prazo: a incapacidade do petista de ter uma maioria ou uma base forte articulada no Congresso Nacional em seu terceiro mandato.


E também representa uma vitória do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) em uma disputa com o Executivo.



 
 
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