Com força mental em alta, Vasco enxerga o caminho para a final da Copa do Brasil ficar mais claro.
- Wellison Veloso
- 12 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

Time entra no espírito do mata-mata, mas precisa juntar lições do ano para não repetir oscilações no jogo de volta
O primeiro passo foi dado. O Vasco deu uma lição a quem assistiu ao clássico desta quinta-feira e provou que os jogos de copa são decididos, sobretudo, a partir do aspecto mental.
A vitória de virada por 2 a 1 sobre o Fluminense, no Maracanã, entregou um roteiro catártico ao torcedor e trouxe, mais uma vez, a expectativa para que o Vasco tenha atingido o amadurecimento e não decepcione depois de mais um grande resultado na temporada. Manter a mesma postura competitiva nos 90 minutos finais do jogo decisivo é fundamental para alcançar a tão sonhada vaga na final da Copa do Brasil.
Apesar de ser um clássico, o contexto carregava um leve favoritismo para o Fluminense neste primeiro confronto. Eram sete derrotas do Vasco nos últimos oito jogos do Campeonato Brasileiro, com direito a uma goleada sofrida na rodada final contra o Atlético-MG por 5 a 0, atuando com o time reserva. Os comandados de Zubeldía, por outro lado, defendiam uma invencibilidade de sete jogos e haviam terminado em quinto no Brasileirão, com classificação direta à fase de grupos da Libertadores.
O Vasco, no entanto, virou a chave para o mata-mata. A frustração com a derrocada na reta final do Brasileirão e o favoritismo do Fluminense não entraram em campo nesta quinta-feira. O time parecia, de forma coletiva, em uma vibração bem diferente da apresentada na maioria esmagadora dos jogos da sequência negativa recente. O senso de urgência esteve presente no Maracanã.
Copa é "tudo ou nada", como Cuesta já havia dito na entrevista exclusiva para o ge antes da semifinal. São os detalhes que fazem o resultado no mata-mata. E, com esses detalhes, venceu o Vasco, mesmo em jogo equilibrado.
A etapa inicial, de modo geral, foi do Fluminense. O Tricolor aproveitava alguns desencaixes de marcação no meio-campo e quebrava as linhas do time de Diniz. O Vasco tinha dificuldade de pressionar a saída de bola e, também, chegava pouco ao ataque quando tinha a posse. A chance mais clara havia sido com Puma Rodríguez, que recebeu lançamento de Thiago Mendes, mas não conseguiu marcar cara a cara com Fábio, aos 15 minutos.
O primeiro detalhe do jogo aconteceu em erro do próprio Vasco, no primeiro tempo. Léo Jardim saiu atrasado do gol e derrubou Everaldo com uma trombada na entrada da área. Além de correr risco de ser expulso no lance, o goleiro cometeu falta bem perigosa. Na cobrança, o Fluminense fez jogada ensaiada pelo alto, pegou a defesa vascaína desprevenida e abriu o placar com Serna, aos 21 minutos.
Em muitos momentos da temporada, o Vasco desmantelava-se após sofrer o gol e via o mental do time abalar cristalinamente com o placar adverso. Não foi o que aconteceu no clássico. Apesar da superioridade tricolor no primeiro tempo, o time não se desesperou e manteve os níveis altos de concentração e de competitividade até a descida para o intervalo.
No segundo tempo, o pêndulo do clássico favoreceu quem tinha o jogador mais desequilibrante em campo: Rayan. Algo atestado pelo próprio técnico do Fluminense na coletiva de imprensa depois do jogo. Um jogador que mostra estar cada dia mais pronto e o quanto gosta de atuar em clássicos.
Logo aos quatro minutos, o placar já estava empatado com gol da joia. Andrés Gómez, em sua melhor partida até aqui pelo Vasco, fez boa jogada pela ponta e cruzou rasteiro para Rayan estufar as redes.



