Derrota do Brasil para o Japão gera críticas na imprensa internacional: “Desastre”
- Wellison Veloso
- 14 de out. de 2025
- 3 min de leitura

Seleção brasileira perdeu de virada para o Japão por 3 a 2 nesta terça-feira.
A derrota da seleção brasileira por 3 a 2 para o Japão foi destaque nos jornais estrangeiros. A imprensa internacional chamou a virada em amistoso nesta terça-feira de "desastre" para o Brasil.
O "Diario As", da Espanha, colocou a derrota da seleção brasileira no destaque. O Brasil saiu na frente com Paulo Henrique e Martinelli, mas o Japão virou com Ueda, Nakamura e Minamino.
Antes de enfrentar o Japão, o Brasil havia vencido a Coreia do Sul por 5 a 0 na última quinta-feira. Esses foram os dois amistosos da seleção brasileira na Data Fifa. Em novembro, serão disputadas partidas contra Tunísia e Senegal.
A seleção brasileira começou bem, mas entrou em colapso no segundo tempo. E isso custou caro no amistoso diante do Japão. O Brasil de Carlo Ancelotti foi derrotado por 3 a 2, de virada, hoje, no Estádio Nacional de Tóquio.
O que deu certo no amistoso
A seleção encarou um Japão melhor que a Coreia. Mais organizado e também com marcação mais firme.
No desenho do primeiro tempo, Brasil achou espaço em uma dedicada linha de cinco defensiva japonesa, que buscava jogadores de velocidade para tentar machucar o Brasil.
Foi importante para o Brasil ter paciência com a bola no pé, movimentar-se e achar os passes que desmontaram o lado japonês. Daí vieram os gols.
O momento de brilho do lateral
Paulo Henrique já chama a atenção no futebol brasileiro por ser um colosso fisicamente. O avanço ao ataque foi letal para o Japão depois de uma troca de passes primorosa entre Paquetá e Bruno Guimarães.
Desde 2012 um jogador do Vasco não marcava pela seleção brasileira — o último fora o volante Rômulo, contra a Argentina.
Paulo Henrique foi chamado de última hora com o corte de Wesley e o gol embola ainda mais a disputa por uma vaga na posição. A concorrência ainda tem Vitinho e Vanderson.
O eixo da seleção
Bruno Guimarães, inclusive, foi mais uma vez fundamental. Ele já tinha dado um passe absurdo para o gol de Estêvão contra a Coreia e repetiu a dose com PH.
Ao lado de Casemiro, o volante formou o eixo que se manteve em relação ao jogo passado. Vini Jr. foi outro titular nas duas partidas.
A impressão é que Ancelotti vai testando suas opções enquanto mantém Casemiro e Bruno Guimarães como centro do sistema solar da seleção.
Quando Bruno Guimarães saiu, o time se desmanchou de vez.
O colapso defensivo
O início da reação japonesa veio com um lance bizarro de Fabrício Bruno. Com a bola dominada na área, ele se desequilibrou diante da pressão japonesa e entregou a bola no pé de Minamino. Fatal.
O empate do Japão nasceu de um cruzamento. A bola foi nas costas de Paulo Henrique, que precisou fechar em outro jogador no centro da área. Nakamura bateu de primeira. Fabrício Bruno tentou cortar, mas a bola, que já ia para a direção do gol, espirrou para o fundo das redes.
A virada foi em mais uma bola pelo alto. Ueda ganhou de Beraldo na movimentação. A bola ainda explodiu no peito de Hugo Souza, que não conseguiu defender. Gol japonês.
Três gols sofridos dos seis aos 25 minutos do segundo tempo. A entrada de Ito, no lado japonês, também ajudou o Japão a brilhar no segundo tempo e ressaltou a dificuldade defensiva que Carlos Augusto teve, mesmo quando tinha que marcar só Doan.



