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Inter encontra soluções diante do Flamengo, mas erros individuais continuam impedindo um desempenho mais consistente.


Time de Pezzolano mostra evolução tática, compete com o Flamengo, mas falha em lance capital e desperdiça a chance de encerrar a série sem vitórias.


O Inter é um clube tão peculiar que, quando todos esperam uma derrota, até por um placar elástico, mostra força, encara o Flamengo de igual para igual e permite ao torcedor sonhar com a vitória. Mas, com tantas peças abaixo da média, acaba castigado. Em algum momento, uma falha aparece e compromete o resultado.


Este roteiro se aplica ao empate por 1 a 1 na noite de quarta-feira. O Beira-Rio, que recebeu o time sob protestos, terminou a partida em aplausos. Ainda assim, o Inter segue perto da zona de rebaixamento do Brasileirão e acumula cinco jogos sem vitória.


A tensão tomou conta do estádio. Houve manifestação já na chegada da delegação, repetida antes de a bola rolar. O alvo foi o presidente Alessandro Barcellos, que voltou a ser hostilizado no intervalo e ao fim da partida.


O dirigente se tornou o principal alvo das críticas dos torcedores diante da crise esportiva e institucional enfrentada pelo Inter. Depois do discurso do vice-presidente Victor Grunberg, que gerou pouco engajamento, a torcida ainda se viu constrangida pelo áudio falso utilizado no julgamento de Victor Gabriel.


Só que o campo superou os gabinetes com uma atuação surpreendente. O ponto é importante, mas o time segue próximo à zona de rebaixamento. Está em 16º lugar, com 22 pontos, empatado com o Grêmio, que abre o Z-4. Leva vantagem no critério de gols marcados (23 a 22).


Surpresa na escalação

O cenário não sugeria uma noite tranquila para o Inter. A escalação trouxe novidades. Paulo Pezzolano promoveu a estreia de Matheus Cunha e recolocou Bruno Henrique e Alan Patrick entre os titulares, com as saídas de Anthoni, Félix Torres e Alerrandro, respectivamente. Mercado voltou na vaga de Juninho.


O Inter não se assustou com as estrelas cariocas. Com a linha de cinco defensores, fechou os espaços. Arrascaeta quase não produzia e Pedro ficou ilhado entre Mercado e Maripán.


Inter melhor em campo

Atento ao plano de jogo, o Inter esperava os espaços para avançar. A estratégia surtiu efeito e o Inter abriu o placar.


Aos 26 minutos do primeiro tempo, Alan Patrick deixou Carbonero cara a cara com Rossi, mas o goleiro defendeu o chute do colombiano. O rebote ficou com Vitinho, que ganhou de Jorginho e chutou. A bola ainda bateu em Varela antes de morrer no fundo da rede.


O Colorado merecia o resultado e quase ampliou com Carbonero, mas a bola saiu. Ainda assim, o jogo estava controlado e o resultado parcial mereceu aplausos no intervalo.


A punição

Após o intervalo, o Flamengo tentou buscar o empate, mas os gaúchos mantinham a proposta e pouco sofriam. Porém, aos 33 minutos, veio o castigo.


Alan Patrick foi desarmado no meio-campo por Jorginho, em jogada que já ocorreu em outros jogos do ano: de costas para a marcação, na tentativa de fazer o giro. Mercado tentou impedir que Arrascaeta pegasse a bola, mas o camisa 10 recebeu e tocou às costas de Juninho para Pedro chutar. Matheus Cunha defendeu.


 
 
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