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Santos mostra velhos problemas e faz Vojvoda reviver cenário semelhante ao de 2023.



Derrota no clássico contra o Palmeiras mantém o Peixe entre os quatro piores do Brasileirão.


O calvário do Santos no Campeonato Brasileiro parece que nunca irá acabar.


A derrota para o Palmeiras por 2 a 0, na última quinta-feira, no Allianz Parque, é mais um capítulo da caminhada tortuosa que o Peixe vive na competição. A impressão é que, por mais que o técnico Juan Pablo Vojvoda invente e reinvente, o time não vê uma luz no fim do túnel.


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O resultado deixa no torcedor santista a sensação de estar vendo, novamente, o filme do Campeonato Brasileiro de 2023. E o que os jogadores apresentam em campo não dá qualquer indicativo de que o final possa ser diferente.


A proposta feita por Vojvoda para enfrentar o Palmeiras, na teoria, era consistente. Uma defesa em linha de cinco, com Willian Arão como zagueiro na sobra. A aposta em Zé Ivaldo, mais rápido que Adonis Frías. Um meio de campo com poder de marcação, e Robinho Jr., um fato novo, no ataque.


O treinador argentino também abriu mão de alguns atletas que não vinham rendendo, como Rollheiser, Escobar e Guilherme. Manteve Lautaro Díaz por falta de opção para centroavante. Entretanto, parte da responsabilidade de o time não conseguir finalizar no clássico passou, justamente, pelo camisa 19.


A ideia era clara. Fechar a casa, suportar a pressão palmeirense e tentar emplacar um contra-ataque para sair com a vitória. Um ponto também não seria de se jogar fora. O que não poderia era perder.


O jogo foi, basicamente, um ataque contra defesa. Foram 28 finalizações do Alviverde contra apenas oito do Peixe. Gabriel Brazão voltou aos bons momentos e evitou um vexame maior com grandes defesas. Apesar do volume de jogo, o Santos até suportava bem a pressão.


O problema é que, a segunda parte da estratégia, que seria emplacar o contra-ataque e fazer o gol, foi inexistente. O Peixe pouco ameaçou Carlos Miguel. Faltava qualidade no último passe, que nunca chegava para o melhor jogador em condição finalizar.


A máxima diz que clássico é decidido em detalhes. O detalhe está em uma melhor qualidade do time rival, coletivamente e individualmente. Um trabalho consolidado contra aquele que ainda tenta encontrar o rumo. E o detalhe pesou para o Palmeiras.


Zé Ivaldo é um zagueiro com bons e maus momentos. Vinha fazendo um jogo quase exemplar, salvou uma bola de Flaco López em cima da linha no primeiro tempo. Mas no momento crucial, ele falhou.


O detalhe faz a diferença. Frente a uma defesa bagunçada, o argentino teve calma e qualidade para encontrar Vitor Roque sozinho e deixar o companheiro cara a cara com Gabriel Brazão.


O Santos tentou ir ao ataque em busca do empate. Vojvoda lançou mão de Guilherme e Rollheiser para parar de somente se defender. E, nesse momento, talvez o mais bagunçado do time em campo, veio o golpe de misericórdia. Vitor Roque foi lançado, venceu Alexis Duarte com facilidade e deu um toque de qualidade por cima de Brazão.



 
 
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