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Tudo já foi debatido sobre Fluminense e Palmeiras, mas o ponto mais importante do confronto ainda ficou em segundo plano.

Vocês têm um minuto para ouvir a palavra de Paulo Henrique Ganso? Ele está falando e o que ele diz é importante. Ganso fala com os pés. Fala com a cintura, fala com a alma de alguém que entende o futebol como poucos.


Ter Ganso em condições físicas e clínicas para jogar e deixá-lo no banco é um insulto ao jogo que amamos. E o jogo se vinga. O futebol não admite esse tipo de ofensa, assim como pune o time que perde gols, que perde o gol feito, que faz cera. O futebol também fala.


Ganso foi escalado por Marcão, o eterno treinador substituto do Fluminense, e falou. Ver o jogo mantendo os olhos fixos em Ganso faz a gente compreender o que alguém como ele provoca como efeito no time.


O jogo foi bom e intenso. Os dois times entregaram bastante, mas só um deles tinha Ganso.


Ganso foi escalado por Marcão, o eterno treinador substituto do Fluminense, e falou. Ver o jogo mantendo os olhos fixos em Ganso faz a gente compreender o que alguém como ele provoca como efeito no time. O primeiro gol, por exemplo. O gol de empate, no caso. Vejam o que ele faz. Vejam como trata a bola, como com um toque muda tudo ao seu redor.


A vida segue no Fluminense. E nada melhor para virar a página, de novo com Marcão no comando, que uma virada de almanaque sobre o Palmeiras, líder do Brasileirão, no jogo seguinte à demissão do técnico Luis Zubeldía.


O placar de 3 a 2, decretado já nos acréscimos do segundo tempo, traz ares de recomeço auspicioso a um time que tem uma importante decisão pela Libertadores na terça-feira. E também faz o torcedor reviver grandes momentos recentes, já que o interminável Germán Cano marcou o primeiro gol nesta temporada e foi o responsável por levar o Maracanã à loucura.


A propósito, idolatrias foram colocadas em jogo ontem. De um lado, Marcão, personagem certo quando o clube precisa de um bombeiro, usou referências como Cano e Ganso em campo e o zagueiro Thiago Silva como auxiliar improvisado no banco de reservas.


O abraço coletivo no treinador no apito final dá o tom da união. Do outro, Jhon Arias, que escolheu retornar ao Brasil para vestir alviverde, foi vaiado a cada toque na bola e saiu achincalhado.


Mais do que qualquer alteração tática, o mais importante foi a mudança de atitude, inclusive ao longo dos 90 minutos, pois foi o Palmeiras quem começou na frente e dominando.


Diante de um líder que desperdiça o potencial de seus jogadores com um jogo coletivo pouco produtivo, o tricolor resistiu aos sustos, terminou soberano e cresceu seu volume ofensivo até chegar aos três pontos.


Antes do jogo, falávamos que tínhamos que entrar e competir. Que a gente possa continuar pegando mais confiança. Neste jogo, deixamos tudo dentro do campo, graças ao Marcão também. Muito feliz pelo gol, que é o primeiro de um ano em que tive várias lesões que me deixaram fora do campo. Mas os guerreiros vão até o final — declarou Cano ao fim da partida.



 
 
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