Vasco perde consistência após substituições e desperdiça chance de entrar no G-7.
- Wellison Veloso
- 3 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Diniz erra ao ir para o "tudo ou nada" cedo e desproteger o meio no melhor momento do Vasco no jogo.
Embalado, o Vasco entrou em campo contra o São Paulo com uma grande chance. Após os resultados de Botafogo e Fluminense na rodada, o clube poderia empatar com o rival alvinegro na próxima quarta-feira e se colocar de vez no G-7 do Brasileirão.
A derrota deste domingo por 2 a 0 fez a tarefa ficar mais difícil, em uma noite infeliz de Fernando Diniz nas substituições.
O Vasco foi superior ao São Paulo em São Januário durante a maior parte do primeiro tempo e só foi para o intervalo perdendo pelo pênalti infantil de Paulo Henrique. Mesmo atrás no placar, o time voltou bem do intervalo e criou chances para empatar e virar o jogo.
Diniz tem todos os méritos por ter transformado o Vasco em 2025 em uma equipe que é protagonista de suas partidas. Mas contra o São Paulo, o treinador não foi bem. As substituições na base do "tudo ou nada" fizeram o time estar a todo momento mais perto de sofrer outro gol do que de empatar a partida. Foi o que aconteceu. No fim do jogo, o 2 a 0 ficou até barato para os paulistas.
O encaixe dos sistemas e o jogo
Com Rayan de volta após lesão, Diniz apostou no jovem centralizado, com Gómez e Nuno nas pontas, no 4-2-3-1 já característico do time. Vegetti foi para o banco de reservas depois de encerrar o seu jejum contra o Bragantino.
O São Paulo entrou em campo com um 5-3-2. A linha de três zagueiros de Crespo mais os três meias dificultaram o jogo por dentro vascaíno, um fator importante para o jogo de Diniz. Com Rayan jogando de costas, o atacante ficou encurralado dentro da intermediária defensiva do São Paulo. Havia pouco espaço para as arrancadas do atacante.
Mesmo assim, o Vasco foi superior no primeiro tempo. Como o São Paulo pelos lados só tinha um ala, a equipe de Diniz teve superioridade numérica pelas laterais, com as dobras PH-Gómez e Piton- Nuno.
O time também gerou perigo em jogadas ensaiadas de escanteio. Com Coutinho de cobrador, a equipe assustou em cabeçada de Rayan, que bateu na trave, e em rebote de Robert Renan, que Rafael fez boa defesa. Andrés Gómez, de fora da área, também fez o goleiro são-paulino trabalhar.
O São Paulo não foi um mero espectador no primeiro tempo. Nos minutos iniciais, a equipe de Crespo chegou ao ataque, mas só assustou mesmo a meta vascaína com um contra-ataque em que Gómez foi desarmado e Tapia levou a melhor sobre Robert Renan em disputa pelo alto. O atacante obrigou Jardim a fazer boa defesa.
O primeiro tempo caminhava para um empate sem gols, com o Vasco em cima do São Paulo. No entanto, após um lateral conquistado no campo de ataque, surgiu o escanteio para os paulistas.
PH agarrou Arboleda e fez um pênalti muito infantil, convertido por Lucas Moura. Um balde de água fria na atuação vascaína.



